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sábado, 1 de janeiro de 2011

Sobre [DES] amores

São engraçados esses lances de paixão, carinho, amor, e tudo o que trazem.
Mais curioso é como o mundo dá voltas e a pessoa que um dia partiu teu coração de repente volta com conversas difíceis de engolir.
"Nossa, quanto tempo", ou "Sempre vejo você On no Messenger, mas você nunca fala..." são os típicos inícios de conversas com ex's que insistem em aparecer do nada quando tudo está bem.
O ápice é que justo aquele (a) que te deixou alegando que jamais se veria casado (a) agora te procura com um papinho que precisa de um amor e que hoje sonha em casar. Oh, céus. Quantas contradições juntas...


Existe também outro "assuntinho" que é típico desses encostos que nos rondam de vez em quando: "Nossa, fulano (a) te viu na balada várias vezes, você tá que tá ein?". Engraçado que quando a pessoa tinha que se preocupar pra onde você ia ou deixava de ir não exercia seu papel e te deixava solto, e livre para pensar e fazer o que quisesse quando o que você mais desejava era ser cobrado, se sentir amado e ver o outro (a) sentindo ciúmes de você.

Ou, na pior (ou seria melhor? Não sei...) Você esbarra com a entidade na balada e a mesma fica tentando controlar a quantidade de álcool que você ingere, pra quem você olha, como/com que você dança ou até mesmo a hora que você vai chegar em casa e a forma como você fez para chegar (como se a essas alturas do campeonato os meios fossem justificar os fins...) Quanta indecisão (ou inversão de papéis juntos, ein? Não sei se a conotação certa seria inversão de papéis ou algo como "perdido no tempo", ou "inversão de tempo". É algo curioso, que ainda merece reflexões minhas quando viajo de ônibus ouvindo minhas musiquinhas velhas e melancólicas (risos).

E muitas vezes fica a deixa de que você foi colocado numa prateleira como um brinquedinho que sempre que se quer pode brincar.
Gente, banalizaram o amor, os sentimentos alheios, que mundo é esse?

Nos arrancam o coração, colocam-no em um vidro com éter e jogam numa prateleira para brincar sempre que enjoa do brinquedinho atual e se quer voltar ás raízes e acham que devemos achar tudo isso perfeitamente normal, que somos rancorosos quando fechamos a cara, e não nos damos ao trabalho de responder perguntas, ou repondemos monossilábicamente com simples "sim" e "não" ou os típicos "ahãms".

Adoro mais ainda quando estamos fazendo coisas comuns do dia-dia como ir ao mercado, pagar contas, passear no shopping e esbarramos com aquele caso mal resolvido e surge aquela velha expressão: "Nossa, porque você não me ligou mais?" ou então encerra-se com "Foi muito bom te ver, tava morrendo de saudades, vou te ligar hoje pra'gente conversar e marcar um barzinho" e você já cansado desse papinho se limita com num "Ok".

Ninguém é obrigado a amar o resto da vida, mas pra que inventar falsas histórias, qual a dificuldade em assumir os sentimentos, em dizer que não tava afim de nada sério na época, só queria curtir e que hoje, após levar uma bela surra da vida viu o que perdeu e tá querendo correr atrás do tempo perdido? Isso, claro que em 55% dos casos. 
Nos outros 45% me limito a perguntar "Pra que fingir um sentimento (saudade) e prometer algo que não vai cumprir (ligar)?

Corações não são brinquedos, não são feitos de papel tampouco de lã que se pode costurar após rasgar, é como vidro que por mais que você cole os cacos as marcas ficarão e sempre que se olhar perceberá que alí algo foi feito, e marcou. E... só!

Válvula de escape.

Nunca tive vocação pra fazer o coitadinho, o sofredor.
Já fui o renegado, o humilhado, o expulso
Mas nunca fiquei muito atrás no que se refere em ser irônico, sarcástico
Já perdi (e perco) excelentes oportunidades de ficar calado, sempre deixo meu ego de leonino falar mais alto (bem mais alto, diga-se de passagem).
Minha razão já perdi inúmeras vezes, por conta do meu impulsivismo.
Terceirizei muitas vezes meus sonhos para pessoas das quais nunca tive a certeza de que eram capazes ou não de realiza-los e dispenso comentários em relação ao resultado de tudo.
Nunca fiz da bebida, nem de nenhum tipo de drogas meu refúgio. Graças a Deus sempre soube sofrer minhas mágoas e tristezas com boa música e sendo consolado pelo meu travesseiro.
Chorar demais para que? Alguns baldes de lágrimas são suficientes para desafogar meu coração e logo após ele já tava pronto pra outra.
Blindar o coração nem comento, acho decadente pessoas que não se permitem sorrir e chorar sempre que desejam, a emoção da vida fica exatamente aí, em vivenciar cada momento, segundo por segundo intensamente. Talvez nisso meu ascendente em escorpião domine, vai saber...
Acho engraçado sempre nós termos a solução exata e precisa para os problemas alheios e quase nunca a respostas de simples questionamentos nossos, como se ficássemos cegos ao ponto de não enxergar um palmo a nossa frente, e quando passa tudo pensamos: "Caramba, era isso!".
Queria que as feridas do coração pudessem ser sanadas tão rápido como as da pele, mas não rola, elas insistem em não cicatrizar e sangrar sempre. E quando sangra? Nossa, quanta dor! Me pergunto se dóem mais no momento em que são feitas as feridas ou se após, quando o sangue esfria e pára de jorrar pela ferida.
Algumas mesmo quando cicatrizam deixam suas cicatrizes, ficando exposto que alí algo já aconteceu, como um copo quebrado e colado.
Difícil entender e explicar as coisas vindas do coração. Não existe nenhuma ordem exata. Começo, meio e fim se confundem na história. Vivenciar traz um entendimento melhor que qualquer longa explicação...

Sobre dor, sofrimento.

Engraçado essas coisas de sofrimento e dor.
Sim, também vejo um lado cômico até nisso. Não graça de dar risada, mas digamos que meio que irônico pois vejo a tristeza como sendo um sentimento tão egoísta...

A gente quando sofre sempre tende a achar que nossas dores, nossos anseios e aflições são maiores que as do próximo. É incrível como rapidamente vestimos a manta de Maria do Bairro e nos pomos a chorar e sofrer até mais talvez que todas as três Marias da Thalia juntas com as Usurpadoras e mocinhas da Tv mexicanas juntas.

Chega a ser bizarro como a gente consegue terceirizar muitas vezes nossas culpas e assumir exclusivamente o papel de mocinho (que cá entre nós, dá um trabalho... Hajam lágrimas, hajam lenços de papel...) nos esquecemos que por mais que difícil seja nossa situação temos um ou até mais seres humanos envolvidos na situação.


Talvez pense dessa maneira por que sempre por mais que eu sofra, sempre procuro ver o lado positivo da situação e nunca esqueço de me por no lugar do próximo. Tudo bem, até esqueço no momento da raiva e da ira, mas logo após meu coração fala mais alto e lá vou eu vestir os trajes de Boa Samaritana e muitas vezes pedir desculpas mesmo sem ter culpa no cartório. 

Sofrer não é o fim, é o começo de um novo ciclo, basta sabermos lidar com a situação e enxergar que pra tudo sempre tem um recomeço pois não há tormenta que dura para sempre, quando menos pensamos sai o sol! 

Espelhos

Houve épocas em que perdi minha face. Não sei se em algum espelho dos versos de Cecília Meireles, ou pelo simples esquecimento. O tempo se encarregou de esmaecer as cores do meu passado. Preparei-me para o inverno na primavera. Trago alguns arrependimentos, mas não vivo de mágoas.

Joguei sozinho. Sem as regras do jogo factual. Trabalhei pelas trilhas de Recife, encontrei nas ruas a Saudade, a Concórdia, o Livramento. Conversei com o Capibaribe, no Poço e na Aurora. Trabalhei no Cais, onde as ondas ainda quebram nos arrecifes e o céu se avermelha nas tardes, minguando em tons púrpuras.

Encontrei-me na minha carreira e na minha Ciência Feliz. Corri demais e já não tenho pressas. Devagar com o andor, que o Pequeno é de Vencedor. Não ascenderei aos céus (marcou-me Caymmi - "pobre de quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz"...).

Estudei entre mosaicos e colunas de ferro retorcido. Fiz-me processo e nele vou adiante, descobrindo a cada dia novos passos. Aprendi a admirar as vítimas do tempo. Páginas desbotadas. Capas se desfiando em rosários. A poeira traçando novas letras, sobre as letras que se foram.

Ainda estudo todo dia e carrego a cruz de não conhecer tudo do que gosto. Mas os anos têm sido ricos de aprendizado. Ainda restam grilhões e sei que alguns não devem ser quebrados. Hoje contemplo (normalmente) tranquilo as mágoas lavadas no rio ao mar.

Por vezes, nada disso teve sentido, à falta de algo que reunisse em mim o que sou. Veio-me a advertência de Vinícius, “a oeste a morte, contra quem vivo, do sul cativo, o este é meu norte. Outros que contem, passo por passo”. Meu Nordeste. Provinciano. Severino. Busquei partes em tantos outros.

Nas Igrejas da minha vida deixei sempre os mesmos pedidos. Meu Deus sempre me ouviu, embora nem sempre compreenda Seus desígnios. Felizmente, não acredito em uma fé pela metade e me ponho aos seus pés. Franciscano, posto que não tenha os braços cruzados e carregue minhas chagas além do alcance dos olhos. Coincidência ou não, vim parar perto de Nossa Senhora da Conceição, nesta freguesia das Graças, tão perto dos outros Aflitos...

Arruinar-me... Podem, de fato, fazê-lo e, por vezes, com minha paradoxal ajuda. Mas edificarei outras colunas no lugar. Dóricas ou doídas. Salomônicas retorcidas. Projetar-se-ão novamente aos céus, como tributo à vida. "A vida apenas, sem mistificação".

Sinto-me acompanhado na rede da varanda e sozinho em meio às multidões. Descobri a alegria dos pequenos gestos de meus irmãos - e de dialogar, sempre. Sou apenas palavras a oferecer. Mais espírito que carne. Mais desejo que satisfação. Afeto prestes a nascer.

Trago, enfim, nos meus olhos, a minha terra, família e amigos. Uma cor fronteiriça, entre um Soneto do Desmantelo Azul e uma Valsa Verde. Aprisionar nos olhos o azul das coisas gratas ou mesmo o azul de cansaço. Vestir meus gestos insensatos. Transformar a tristeza cinza em valsa verde (intuitivamente ouvir os acordes da minha juventude e sair cantarolando). Este sou eu.

Escrito por Chico Barros, e adaptado por mim em alguns pontos antes de postado aqui.

Aprendi

Aprendi que não amo a cor dos olho, e sim o olhar. 
Não amo a brancura dos dentes e sim o sorriso. 
Não amo o contorno dos lábios, amo os beijos. 


Não amo o formato dos braços, amo o abraço. 
Não amo o alongado dos dedos, e sim as carícias que eles fazem. 
Não amo as curvas das pernas, amo o andar. 
Não amo o volume dos seios, amo o aconchego. 


E que bom não seja isto uma escultura, seja apenas um poema à toa. Porque eu não amo um corpo, eu amo uma pessoa!







Roubei porque me identifiquei, de um autor desconhecido porém genial! =)

Bodas de algodão, um desafeto, um pensamento.




E se passam dois anos numa velocidade tão grande, a ponto de dos deixar pasmos.
E o tanto de coisas que acontecem no intervalo é o mais impressionante. O número de vidas que se mudam ou ficam estagnadas no tempo, o que provoca de certa forma um tipo de mudança também.
Sim, uma mudança inversa. A mudança de ver o outro mudar, evoluir e você não mudar. A sensação de permanecer no mesmo status ou de cair posições pode ser comparada a um game, onde você tem cinco vidas e pouco a pouco avança estágio por estágio e no final, quando você finalmente conseguiu chegar a fase final: Pah! Você perdeu e terá que recomeçar do zero como se nada tivesse acontecido.
Quem dera a vida fosse um game, onde pudéssemos recomeçar do zero sempre que cometêssemos um erro e fazer tudo de novo como se nada tivesse acontecido, e o melhor: sem culpa, sem apontamentos ou acusações.
Recomeçar do zero, como se tivesse renascido e assumido uma nova identidade no ponto de vista legal da história ou usurpado o lugar de um novo ser, para os que gostam de uma adrenalina a mais!
Num jogo nós podemos errar e recomeçar do zero, na vida real não. A cada um erro, dependendo da gravidade sim, pode-se recomeçar mas antes se é necessário arcar com as conseqüências das suas ações, aguentar as acusações e apontamentos de terceiros e ir em frente, forte e determinado, tendo também a opção de desistir de tudo, porém não como num game.
Um game você joga de lado e continua a vida caso enjoe , ou procura um novo game.
A vida se jogada fora GAME OVER, não terás uma nova para viver.
A vida é esta, ou vive ou não vive.
Ou erra ou acerta.
Ou chora ou ri.
Quente ou frio, morno jamais ou te vomitam a cara.
Um erro é uma faca de dois gumes. É experiência ou aprendizado para um otimista ou é tristeza e vergonha para o pessimista. Pode ser o fracasso hoje, mas que lhe dará a maturidade para vencer amanhã, mas demora para chegarmos a essa conclusão...
O erro de hoje pode ser o acerto de amanhã se você for em frente e começar algo novo e não perder tempo tentando colar os cacos do que foi quebrado. Por mais que perfeita a colagem ele jamais será igual e sempre que for vista a marca da cola será lembrado o erro que a causou, o que ocasionará discussões e gerará novos erros, podendo um único erro ser o causador de um ciclo vicioso de erros futuros.
Até que consigamos compreender que o erro e a consequência dele é uma providencia divina para os que crêem para que você aprenda algo, cresça a assuma um novo status tanta cabeçada é dada na parede. Tantos murros em pontas de facas que podem ser fatais são disparados...
A vida é apenas uma viagem, uma estadia nesse planeta onde somos constantemente avaliados e julgados.
Viver é curioso, divertido, esplendoroso ainda que num planeta onde se tem cada vez mais gente e menos pessoas.

Escrito em 21/04/2010.

Sobre escolhas

Nunca tive dom do que refere a fazer boas escolhas. Se tem um clichê que me descreva bem nesse aspecto seria aquele que diz: "O cara certo das escolhas erradas.".
Na verdade não sei se as escolhas foram erradas de fato, varia muito do ponto de vista, se analisado em relação a perdas e ganhos vejo que perdi muito, mas ganhei um pouco também.

Acredito que sempre tive sede de orientação. Sabe quando parece que por mais que você tente explicar ninguém te entende ou ninguém tá afim de te ouvir te deixando muitas vezes a pensar sozinho com teus botões e tomar decisões precipitadas que mais dia, menos dia vão te levar a um abismo onde não vai ter ninguém pra te puxar de volta quando você pedir socorro.
É, nossas escolhas tem um custo para todos nós. Eu particularmente nunca tive problema em aceitar as consequências das minha escolhas erradas, sempre as aceitei numa boa mas na hora de pagar o pato confesso que tremo na base e penso: putz, eu devia ter pensado antes de fazer isso...
E sempre fui levando a vida assim: escolhendo, errando, pagando, me ferrando...Acho que até hoje não fiz uma escolha certa, pelo menos aos meus olhos e se fiz uma certa acho que as erradas tem peso maior, pois delas as consequências foram absurdas!
Hoje me encontro aqui, em frente ao computador atualizando um blog, na dúvida se o que investi nos últimos dias vai me trazer retorno ou se mais uma vez tomei a decisão errada insistindo naquilo que fui sucesso e fracasso, demorei mais de 1 ano pra construir algo que destruí em 1 semana!
É, fugí do contexto de tudo que já postei aqui mas precisava deixar registrado aqui a angústia da minha incerteza, pra que um dia eu leia isso aqui e me lembre de tudo e reflita se fiz certo ou errado. Suporto quase tudo, menos a dúvida, ou é ou não é, meios termos pra que?

Monólodo do Desassossego

[sossego.jpg]Uma sexta-feira pós-carnaval, um servidor de internet fora do ar devido a uma  tempestade que derrubou postes de energia elétrica no local onde fica o servidor central, silêncios que vez por outra ferem mais que as palavras mais dolorosas disparadas  possíveis e imagináveis. Na TV um filme velho, um noticiário, um seriado.
Num único dia meu coração oscilou entre as mais diversas sensações: da alegria absoluta ao tédio junto a pensamentos suicidas que tem me rondado nos últimos meses. Considero o suicídio como sendo um dos temas mais apetitosos para serem discutidos. Para uns trata-se de covardia, uma falta de peito pra encarar a vida e seus mais diversos altos e baixos [mais baixos que altos], para outros uma coragem de renegar a todos os prazeres que a vida nos proporciona, dentre eles o mais comum, o sexo para se entregar ao silêncio da morte. Eu particularmente não tenho opinião formada a respeito, considero como sendo um caso a ser estudado de acordo com a situação em que esteja incluso o indivíduo em questão. E vou vendo cada dia mais gente só pensando em dinheiro, esquecendo-se de sonhar e de quanto é bom a sensação de se ter um sonho e acreditar que um dia ele vai ser realizar. Claro, desde que você esteja fazendo algo para conquistar o seu ideal. Acho válido toda forma de amor, de prazer, todo sonho e toda frustração, afinal que sou eu pra meter o bedelho no coração alheio se só sabe o peso que tem a cruz o pecador que a carrega...
De cruz eu não vou nem falar ou melhor, contar quantas eu carrego. Explosivo da forma como sou sempre dou tiro nos meus próprios pés e fico depois pensando na bosta que fiz ou disse e logo me arrepende e dois minutos após repensar no arrependimento vejo que ele não é válido. Errei, e daí? Pelo menos fiz o que queria e fui autêntico comigo mesmo e com meu coração afinal emoção nenhuma é banal desde que seja verdadeira. E o que falar da saudade? O sentimento mais fértil e doentio da face da terra na minha concepção e da Shakira, já que essa definição vi em uma das suas inúmeras entrevistas e documentários. O amor é o sentimento mais perigoso que já existiu pra mim. É incrível o que as pessoas são capazes de fazer por esse sentimento. Uns matam, outros se humilham e se contentam com migalhas de restos de sentimentos dos outros. Eu ein, é muita gente perturbada nesse planeta. Ou teria eu enlouquecido e esteja num patamar acima dos demais e por isso tenha essa visão das coisas? Vai me entender (risos). Ah a loucura... ainda me recordo de algumas passagens de um livro que li na minha não tão longínqua adolescência que trazia o seguinte questionamento: “Loucura, doença mental ou desvio social (ou seria comportamental, não lembro)?” e lembro que nisso fiquei noites e noites pensando, refletindo sobre isto e a cada hora concluía uma coisa diferente. Creio eu que ela (a loucura) possa ser vista como doença mental em casos de pessoas birutas (desculpem a expressão) que vivem de surtos em surtos (não me julguem mal, eu também vivo de surtos em surtos, meus pais e amigos que o digam haha). E desvio social poderia ser quando você simplesmente inova e faz algo que as pessoas tanto tem vontade de fazer mas lhe faltam coragem e quando você faz todos pra serem hipócritas e pagarem pau pra sociedade nojentinha que vivemos logo disparam: “Minha nossa, fulaninho é doido, veja só o que eles fez...”. Desde que o filho da mãe tava com vontade de fazer a mesma coisa e não teve coragem de se expor nem se enfrentar as conseqüências do seu ato. Em relação a mim, posso dizer que exerço das duas loucuras, sendo muito mais da que trata-se como sendo desvio social.
Por conta dessa minha insanidade já me ferrei tanto, já dei tanto tiro no meu pé como já citei anteriormente, mas e daí? Sou um ser humano normal como outro qualquer, que acerta e erra infinitamente e só vai parar quando morrer ou se suicidar, nunca se sabe do dia de amanhã. Ah, já sei, você certamente ao ler isso aqui tá achando que eu sou louco. Tudo bem, isso ai eu já assumi que sou mas olha o respeito com o doidinho aqui, eu sou normal e triste de quem duvidar (me imagine com uma faca na mão apontando na sua fuça pra que você diga que sou normal)!
Putz, que merda, o que era pra ser um texto melancólico já tá virando comédia. Basta eu surtar e logo se vê um aqui, outro acolá rindo de mim. Graças a Deus nunca todos, detesto unanimidade nem eu sou qualquer coisa pra cair na boca de todo mundo. Sou um champagne francês caro que só é apreciado por quem tem paladar apurado. E se o seu não é problema seu, vire espírita e torça pra numa próxima encarnação você nascer menos burro e xucro e ter o humor mais refinado! Ah, vai me xingar também? Pode começar, já dizia Cazuza: “me chamam de ladrão, bicha, maconheiro enquanto transformam o país inteiro num puteiro pois assim se ganha mais dinheiro”. Já fui tanta coisa na boca do povo que não me importo mais em colecionar um apelidinho a mais ou a menos. Tudo bem, uns são bem merecidos mas tem outros que puta que pariu, borá ver na criatividade né? Tô cansado de saber que sou calvo e to gordinho mas e quem disse que me importo? Todo avião tem pneu, tudo que é bom no mercado amplia pra melhor servir e esmagar a concorrência e eu como aplicado estudante de administração estou seguindo a risca a matéria. Tá bom seu estraga prazeres você tá ai se contorcendo rindo de mim achando que me pegou porque esqueci de justificar a careca, pois tudo bem pode segurar seu pescoço porque lá vai a cortada: a careca eu planejei juntamente com meus pais numa sessão espírita quando meu espírito classudo e elitizado decidiu reencarnar num suburbano que teria que dar a volta por cima na vida e ganhar rios de dinheiro e em seguida dar banana por que duvidaram de mim. A careca foi vista como sendo essencial para uma retenção de despesas. Porra antigamente todo mundo lavava o cabelo com Juvena, hoje em dia é um tal de “Shampoo sem sal” e eu nunca vi cabelo hipertenso, eu ein!
Acabar tem quem ainda abra a boca pra me chamar de louco. Louco uma cebola, eu sou um filósofo num momento de crise, questionador (emo é a mãe)! Agora fique ai chupando dedo, me chamando de debochado, eu sou mesmo e não nego enquanto eu fico aqui, maquinando o qual será meu próximo monólogo pra fazer uns rirem, outros chorarem de arrependimento por terem perdido o tempo lendo isso aqui e pra fidelizar meu fãs já conquistados. Prometo lembrar de todos quando receber o melhores do ano no Faustão mandando um beijo e atolando um pão na boca do Fausto pra me deixar falar e também direi que amo todos do meu twitter, MSN e Orkut afinal tá na moda artista dizer que tem vida virtual né?

Escrito em 19/02/2010.

Reflexões.

Acho triste como o ser humano consegue ir tão baixo. Cada dia que se passa vejo que aquele velho ditado que diz que “quanto mais conheço os homens mais amo meu cachorro” trata-se da mais absoluta verdade.
Deus nos foi tão bom nos concedendo a vida, um bem pessoal e intransferível, tão complexa com seus diversos mistérios envolvendo ciência e religião, com tanta coisa construtiva a ser pensada e debatida e o que eu vejo? Vejo gente falando mal de gente, dedicando horas do seu dia único e exclusivamente para olhar a vida do próximo com o único intuito de mal dizer.
Eu particularmente não compreendo a graça que tem. Sim, todos gostam um pouco de fofoca, mas caramba, tudo demais é veneno. Eu particularmente prefiro conversas construtivas, adoro filosofar e em certos momentos deixar minha cabecinha viajar pelos mais loucos e diversos pensamentos e linhas de raciocínio diferentes. É gostosa, essa troca absoluta de informações, de visões de mundo.
Cada ser humano tem sua visão de mundo, tem um conceito pessoal do que é certo ou errado e tem o pleno direito de ter suas opiniões embora sejam algumas deturpadas e preconceituosas, mas antes de ter este direito deve ter ciência de que tem a obrigação de respeitar o próximo.
Abrir a boca pra dizer que certo povo é nojento por ter uma visão diferente do mundo é ridículo. Eu particularmente sinto nojo de ver gente matando gente, nojo de ver criança passando fome, nojo de guerra (salve, salve o autor deste chavão). Acho que esse lance de preconceito, também na etimologia da palavra (do latim significa “conceito prévio”) tão século XX, é coisa de gente que não tá bem consigo mesmo e precisa entender que a vida é essa aqui e a gente nasceu pra ser feliz (salve Elenita Rodrigues, grande ídola)!

Epitáfio.

Deveria ter sido mais inteligente, não ter tanta autoconfiança.
Menosprezar meus “rivais” sempre foi um dos meus defeitos mais gritantes.
Não deveria nem ter mais pés de tantos tiros que já dei neles mesmos (risos), sempre um erro após o outro, as vezes errando nos mesmos pontos, talvez por ser impulsivo demais, talvez por ser omisso demais também.
É, tenho um pouco de cada. Aliás, muito de cada pois é algo que foge completamente do meu controle. Quando penso que não puft: Falei ou fiz besteiras e só me resta aguardar as conseqüências.
Cresci ouvindo Gonzaguinha cantar: “viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz (...)”. E quando chego a maioridade vejo que a vida não nos permite erros, então como de tal maneira iremos aprender se o ser humano só aprende apanhando? Ou melhor dizendo, errando!
Cada dia é um julgamento novo, um novo padrão e sobrevive quem é mais homogêneo as mais diversas situações que nos são impostas, tendo muitas vezes que o ser humano abrir mão se sua própria personalidade e opiniões para SOBREviver. 
Sim, o “sobre” em letras garrafais pois não creio numa vida omissa totalmente regradas a padrões e regras. Onde nós ficamos? Cadê a nossa essência? Cadê a veracidade dos nossos sorrisos e nossos olhares? Foram postos a venda? Já foram vendidos? Existe alguém interessado em comprá-los ou eles não estão dentro do padrão de beleza e apodrecerão nas prateleiras até que chegue a liquidação e um comprador compulsivo os compre apenas para amontoar mais algo em seu quarto?
Deveria eu aprender a ser menos verdadeiro ou as pessoas deveriam aprender e serem menos falsas? Sinceramente nos meus curtos 20 anos de vida ainda não consegui compreender que dificuldade tem em dizer se quer ou não algo, ou até mesmo falar a verdade, ou pelo menos não falar daquilo que não se sabe, ou melhor ainda: PROCURAR SABER ANTES DE SAIR POR AI METRALHANDO UMA INFORMAÇÃO QUE VOCÊ NÃO TEM CERTEZA.
Deveria parar de entender porque ensinamos uma coisa as crianças e fazemos totalmente o oposto daquilo que ensinamos. Ouço um pai dizer a uma filha: “não minta, é feio”, e vejo o mesmo pai numa beira de calçada inventando mentirinhas sobre a vida do vizinho. Lindo não?
É engraçado como temos a capacidade de sacudir nas costas dos outros os nossos problemas que foram criados por nós mesmos como se o outro tivesse culpa da nossa incapacidade de administrar nossos conflitos e negociações. É, posso ter todos os defeitos do mundo mas ao menos carrego eu mesmo todas as minhas cruzes caladinho sem culpar nem querer jogar o peso nas costas de ninguém. Uns chamam isso de egoísmo, eu chamo de consciência.
Deveria ter sambado mais um pouquinho sobre os destroços deste planeta já destruído que caminha rumo aquilo que lhe deu origem, segundo a ciência, uma explosão catastrófica e em seguida se resumir a pó!
Neste momento creio eu que caia a ficha dos nossos espíritos já que nossos corpos não existirão mais de que somos todos feitos da mesma coisa e nosso fim será o mesmo, e é tolice tentar mudar ou crer que somos diferentes de A, B ou C. Somos todos únicos, cada um com sua complexidade, personalidade, cor, cabelo, porém todos iguais!

Saudade.


Saudade do som que não pode mais ser ouvido
Saudade do abraço não mais dado
Saudade do afago não mais recebido

A mesma saudade que cantou Bethânia: "igual farol
engana o barco, imita o sol. Saudade, o som, a dor que
o ventro trás."

E machuca, e dilacera
E faz chorar, e faz calar
E faz amargar

Saudade, não é a toa que esta palavra só exista no Brasil
Um sentimento obscuro que castiga ainda mais um povo sofrido
que chora a ausência do ente querido assim como cantou Buarque:
"saudade é arrumar o quaro do filho que já se foi..."

E não é a toa que "saudade" tem 7 letras.
7, o número da perfeição, da diversidade
Perfeição esta de sentimentos melancólicos e alguns gostosos

que juntos compõem um só: a saudade.

Quem sou eu?


Particularmente, sempre me pego em meio a estes questionamentos. Quando olho-me no espelho e vejo minha face e a comparo com as vãs lembranças que tenho com a ajuda de fotos em quem eu era e no que me tornei no decorrer de um único ano.
Me vi perdidamente apaixonado, amor do qual não medi esforços ou fazia discernimento do que era o bem e o mal, o certo e o errado. Um amor que machucou a alguns, me machucou e me fez sentir parte de um jogo sujo e sem escrúpulos. Um amor que me trouxe o desamor de ver e ouvir a mão que em momentos me acariciou e a boca que me bendisse em um outro momento me apontar e recriminar, e após isto as costas receber! 
Foi um amor que entrou dentro de minh’alma, bagunçou com todo meu ser e me fez aprender em meses coisas das quais nos meus quase vinte anos não havia aprendido ainda. Trouxe-me ha um tempo em que eu tive de vestir as minhas melhores roupas e mostrar meus melhores e mais belos sorrisos, embora dentro de mim estivesse um mendigo vestido de farrapos que gritava e chorava loucamente disparando diversos pedidos de socorro dos quais ninguém nunca seriam ouvidos ou tampouco compreendidos.
Aprendi a atuar num teatro onde os atores e personagens foram os que me cercavam e os cenários eram os ambientes que estive presente e lugares que percorri ao longo de minha vida. Aprendi a sorrir chorando por dentro e a passar para terceiros as exatas frases e conselhos de otimismo dos quais eu necessitava ouvir.
E perdi as contas de quantas vezes eu andei pelo bairro das Graças tão Aflito com fantasmas que habitavam dentro de mim mesmo e sobrevivi aos mesmos, e ainda sobrevivo sempre que eles insistem em me aterrorizar novamente com suas lembranças que me doem mais do que um punhal cravado no peito. 
Deus nunca me abandonou, sempre o senti bem próximo a mim e com sua mão estendida a cada vez que me enviava seus anjos para me guardar e fazer rir em momentos sombrios. E em vários momentos me fez enxergar a verdade e me deu conforto a cada abandono ou a cada despedida regada à promessas de retorno.
Minha voz se calou, aquele Victor que vivia a cantar a vida e idealizar um mundo em seus textos e poemas altamente sonhadores aos poucos foi deixando a cena e dando a vez à um Victor realista, pé no chão que embora tente usar a razão sempre vem seu coração e fala mais alto o fazendo as vezes a tomar decisões precipitadas que em momentos dão certo e trazem alívio, tem outros trazem o desespero e em outros traz risos e risos do mesmo e daqueles que o cercam, algumas risadas arrancadas com algumas doses de álcool e ao som de alguma música animada e outras trazidas com seu humor sarcástico ou até mesmo com sua grosseria quase que imperceptível!
Daria um dedo da minha mão direita para não ser tão intenso, não me entregar tanto aos sentimentos, é um saco estar totalmente feliz ou totalmente triste! E daria também mais um da mão esquerda para não ser tão emotivo, não chorar com músicas, filmes, noticias... É TERRÍVEL, embora eu ache terrível não chorar também mas... o excesso de emoções me incomoda.

E assim eu vivi, cresci e aprendi que na vida nada mais somos que constantes aprendizes onde não existem perdas nem ganhos, e sim experiências vivenciadas. E assim continuarei vivendo e aprendendo à jogar, sentado no meu ônibus ouvindo minhas musiquinhas velhas e cafonas vendo aqueles que passam por mim e deixam cada um, um algo de si e os levarei sempre comigo até o dia do meu sepultamento.